A confusão resolvida

5 de mar de 2008

Os perrengues que disse que contaria são o seguinte:
Desde que coloquei DIU eu tenho tido TPM, das terríveis. Cólicas e tudo o mais. E a Mariana ficou dodói bem nesse período.
Ela passou o domingo bem dengosa, com febre e não comeu nada.
Marídeo ligou no pediatra na segunda às 8h e não explicou direito o que a Mariana tinha, e isso sempre me irrita, pq ele sempre ameniza as coisas, diz menos do que ela tá sentindo, que no caso ela tinha febre, tosse, não estava comendo nem bebendo nada e ele só disse que ela estava com dor de garganta, daí a secretária marcou para irmos só às 11h.
E ele foi trabalhar e eu fiquei em casa, esperando até às 11h para ir ao médico.
Com esse stress todo saiu na minha boca, na parte interna, uma coisa que até agora não sei o que é. Dói pra caramba, mal dá pra falar.
Bom, fomos ao pediatra juntos, passamos na farmácia e compramos o xarope. O antibiótico ficaria em "stand by", caso ela piorasse. E como não tinha na farmácia que fomos, teriamos que encomendar só pro outro dia. Daí ele resolveu que iria a uma farmácia maior, na estação de trem, para buscar o antibiótico, após o trabalho.
Ele foi e na volta pra casa ele perdeu o remédio!! Como assim né? Se ele foi lá SÓ pra fazer isso!!
Daí pronto, juntou a TPM, a pereba na boca, o mau humor total = resolvi não conversar com ele, pra não piorar as coisas, pq se eu fosse falar algo eu tenho certeza de que eu o magoaria muito.
Ele é super desligado, vive no mundo da Lua. Mas é um bom pai, bom marido. Só que essa de perder o remédio foi a gota d'água.
E aqui não dá pra ir comprar remédio sem receita e não tem farmácia 24h.

E ao invés de ele me ajudar com a Mariana, sempre que estou brava e chateada ele se "esconde" na frente do computador. Aí que a coisa ferveu por aqui.
Eu perguntei se ele me ajudaria ou continuaria fazendo de conta que não estava em casa, que a Mariana não estava doente e que eu e ela não existíamos.

Bom, pra resumir, ele mal ajudou, tive que segurar a Mariana que estava aos berros, chorando e gritando e não queria tomar o xarope. Então a acalmei e a fiz dormir.
E fui dormir em seguida, exausta. Chorando de raiva.

E ele foi dormir. No sofá. Rá. E ficou lá até o outro dia. Sem coberta, sem travesseiro.
Pensou que eu iria buscá-lo. Mas não fui. Eu precisava pensar, não dava pra ter a conversa naquele momento senão tomaríamos um rumo complicado.

Nem preciso dizer que ontem ele estava todo prestativo, com as coisas da Mariana. Comigo não. Comigo ele estava tentando ser indiferente.

E à noite qdo ele voltou do trabalho, até conversamos um pouco sobre a Mariana e como ela já estava melhor, eu tb amoleci o coração e fui mais amável com ele.

E ele foi se deitar no sofá, de novo. Eu fiquei no computador até tarde e qdo fui me deitar vi que ele estava na sala, no sofá.
Daí fui até lá, brinquei com ele. Rimos juntos da situação, mas não tocamos na ferida.
Fomos nos deitar, bem felizes e abraçadinhos. :)

A TPM passou, a pereba continua. A vida continua ...